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China promete abrir economia e buscar comércio equilibrado após superávit

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou no domingo (22) a intenção de abrir a economia do país para empresas estrangeiras e buscar um comércio mais equilibrado com seus parceiros globais.

A declaração ocorreu após um ano de atritos comerciais e disputas tarifárias com Estados Unidos e União Europeia, segundo a Reuters.

Promessas de comércio

Li Qiang afirmou que a China importará mais produtos estrangeiros de alta qualidade. A declaração foi feita no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim.

O fórum anual, que termina na segunda-feira, apresenta a visão econômica e oportunidades de investimento da China a líderes empresariais estrangeiros, autoridades chinesas, economistas e acadêmicos.

O presidente do banco central da China, Pan Gongsheng, também se pronunciou no fórum. Ele abordou as preocupações em torno do superávit comercial.

Pan Gongsheng declarou que a China é o país com o maior superávit de bens e o maior déficit de serviços.

A China não tem intenção de obter vantagem competitiva comercial por meio da desvalorização da moeda, segundo Pan.

Investimento estrangeiro

A China está trabalhando para reverter a queda no investimento estrangeiro direto, que caiu 5,7% em janeiro, após uma queda de 9,5% ao longo de 2025.

Em dezembro, a China adicionou 200 setores a uma lista de setores elegíveis para incentivos ao investimento estrangeiro, desde isenções fiscais até o uso preferencial de terrenos. O foco é em manufatura avançada, serviços modernos e setores verdes e de alta tecnologia.

Li Qiang disse que empresas estrangeiras serão tratadas da mesma forma que as nacionais.

O ministro do Comércio, Wang Wentao, afirmou que a China fortalecerá a proteção da propriedade intelectual e melhorará a transparência das políticas.

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