SÃO PAULO, 17 Mar (Reuters) – Caminhoneiros de diferentes setores defendem uma paralisação nacional após o aumento no preço do diesel. Entidades que representam a categoria buscam que os motoristas cruzem os braços nesta semana.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) informou que aguardará o resultado da reunião coletiva dos caminhoneiros autônomos em Santos nesta quarta-feira.
Aumento do preço do diesel
O preço médio do diesel S-10, o tipo mais vendido no Brasil, subiu 18,86% no país desde 28 de fevereiro. O preço do diesel comum teve alta de mais de 22%, enquanto a gasolina avançou 10% e o etanol hidratado subiu quase 9%.
O movimento ocorre após o aumento nos preços dos combustíveis, impactando os mercados globais de petróleo e combustíveis.
Uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) com representantes de várias associações de caminhoneiros de Estados como São Paulo, Paraná e Goiás deu aval para uma greve, mas a data não foi definida.
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicam são os principais defensores da paralisação.
Reações
O diretor de relações institucionais da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Carga (ANATC) afirmou que a mobilização deste ano tem fatores para uma paralisação. Algumas transportadoras estão tomando atitudes para que suas frotas parem esta semana.
O diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou que é preciso urgência nas conversas com o governo federal. A CNTTL defende que a Petrobras retome a distribuição de combustíveis no país.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma operação de fiscalização em nove Estados e no Distrito Federal contra abusividade de preços dos combustíveis.
Na semana passada, o governo anunciou medidas como isenção do PIS/Cofins, subvenção ao diesel para produtores e distribuidores, além de imposto sobre a exportação de petróleo. No dia seguinte, a Petrobras anunciou alta de 11,6% no preço do diesel A em suas refinarias.
O mercado reagiu negativamente à possibilidade de uma greve de caminhoneiros, o que fez as taxas dos DIs passarem a subir.



