O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, ameaçou revogar licenças de emissoras que cobrem a guerra contra o Irã. A declaração foi feita no sábado, 14 de março.
Carr acusou as emissoras de “divulgar boatos e distorções noticiosas”. Ele alertou as emissoras a “corrigirem o rumo antes que chegasse o momento de renovação de suas licenças”.
A narrativa se alinha à do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O democrata afirmou que o título de uma notícia publicada pelo The Wall Street Journal, que relatava que cinco aviões de reabastecimento americanos tinham sido atingidos na Arábia Saudita, era “intencionalmente enganador”. Ele acusou os meios de comunicação social de quererem a derrota dos Estados Unidos na guerra.
Na sexta-feira, 13 de março, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, apresentou uma queixa sobre a cobertura da CNN da guerra no Oriente Médio.
David Ellison, proprietário da Paramount Skydance, pretende adquirir a Warner Bros. Discovery por 111 bilhões de dólares. Se o negócio for concretizado, a CNN passará para o comando do empresário.
Carr tem levantado a possibilidade de revogar licenças de emissoras devido a decisões de programação nas principais redes de televisão, que precisam de licenças da agência para operar.
A lei nacional de comunicações proíbe o governo de usar regulamentações para censurar.
Legisladores democratas e defensores da liberdade de expressão condenaram a ameaça de Carr como uma violação da Primeira Emenda.
A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão classificou a publicação de Carr como “chocante” e “perigosa”.
O programa “Jimmy Kimmel Live!” foi temporariamente retirado do ar após contestar algumas falas do apresentador da ABC.
Em fevereiro, Stephen Colbert criticou Carr e afirmou que sua emissora, a CBS, tinha-o impedido de transmitir uma entrevista com um candidato democrata devido a novas orientações da FCC.




