Um ataque dos Estados Unidos à ilha de Kharg, no Irã, intensificou o receio de novas interrupções no fornecimento de petróleo na região, conforme publicação de 14 de março de 2026.
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos bombardearam alvos militares na ilha, mas preservaram a infraestrutura petrolífera. Trump alertou que poderia rever essa decisão caso o Irã interferisse na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
Reações ao ataque
Em resposta, o Irã afirmou que retaliaria qualquer ataque à sua infraestrutura de petróleo e energia. Um ataque com drone interceptado causou um incêndio no terminal de exportação de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, levando à suspensão do carregamento de petróleo bruto e derivados.
Impacto no fornecimento
Apesar de não haver relatos de danos à infraestrutura energética em Kharg, os ataques aumentam os riscos para o petróleo em um conflito que já afetou a produção e praticamente fechou o Estreito de Ormuz, elevando os preços do petróleo em mais de 40%. A Agência Internacional de Energia afirmou que a guerra causou a maior interrupção de oferta da história do mercado de petróleo.
A ilha de Kharg é crucial para o Irã, sendo responsável por cerca de nove em cada dez barris de suas exportações de petróleo, a maior parte destinada à China.
Dois petroleiros estavam atracados em Kharg após o ataque, segundo a Tankertrackers.com. O ataque representa uma intensificação da atuação dos EUA contra a infraestrutura crítica e as capacidades defensivas iranianas.
Analistas do JPMorgan Chase & Co. indicaram que, na ausência de novos ataques, o impacto sobre a oferta de petróleo pode ser limitado. A capacidade de exportação do país ficaria em torno de 1,5 milhão a 1,7 milhão de barris por dia.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado há duas semanas, sem travessias confirmadas até sexta-feira, conforme dados de rastreamento de embarcações.