Os balanços do quarto trimestre de 2026 no Brasil apresentam resultados, em geral, abaixo das expectativas, com indicadores em seus menores níveis históricos, conforme dados divulgados.
Apesar dos resultados, a avaliação sobre os fundamentos corporativos permanece construtiva. A expectativa de retomada da atividade econômica interna, somada ao início de um ciclo de afrouxamento monetário, pode criar um ambiente mais favorável para a geração de lucros nos próximos trimestres.
Setores em Destaque
O setor de papel e celulose se destacou com os números mais positivos na temporada de resultados brasileira. Em contraste, empresas ligadas a propriedades comerciais e utilidades públicas estão entre aquelas com as maiores surpresas negativas.
A reação do mercado aos balanços tem sido ligeiramente superior à média das últimas temporadas. As estimativas de lucro por ação do Ibovespa para os próximos trimestres permanecem, em grande medida, estáveis.
Petróleo em Alta
A escalada do conflito militar no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, que chegaram a quase US$ 100 por barril.
Cada aumento de 10% no preço do petróleo pode gerar impacto entre 0,25 e 0,40 ponto percentual na inflação, em um cenário de câmbio estável. Caso a commodity permaneça próxima de US$ 100 por barril, a projeção para o IPCA de 2026 poderia subir de 3,8% para quase 5%.
Impacto da Reforma Tributária no Varejo
Os efeitos financeiros mais relevantes da reforma tributária brasileira para o setor de varejo devem começar a aparecer a partir de 2027. Atualmente, as empresas do setor se concentram em ajustes tecnológicos e de sistemas para se adaptar às novas regras.
Estratégia de Investimentos
A escalada das tensões no Oriente Médio aumentou a aversão ao risco no início de março, fortalecendo o dólar. A recomendação de alocação entre classes de ativos foi mantida, priorizando diversificação.
Na Bolsa brasileira, a visão segue construtiva. Nas carteiras listadas, ganham destaque fundos imobiliários de tijolo e o ouro.
Bolsa Brasileira Impulsionada por Capital Estrangeiro
O ingresso de capital estrangeiro impulsiona a alta da Bolsa brasileira em 2026. No acumulado do ano, o Ibovespa avançou 14,2% em reais e 21,8% em dólares. As entradas de capital somam cerca de R$ 44 bilhões.
Agronegócio e Margens Pressionadas
Analistas do setor do agronegócio apontaram um paradoxo: apesar da escassez de financiamento e das margens comprimidas, a área plantada e o volume de produção continuam em expansão.
Outro ponto de atenção é o risco de disrupções na cadeia global de fertilizantes nos próximos meses.
Gerdau na América do Norte
As operações da Gerdau na América do Norte devem permanecer resilientes, com margens EBITDA próximas de 24% em 2026.
Fundos Imobiliários
As perspectivas para os fundos imobiliários listados em 2026 indicam um ambiente econômico mais positivo, com desaceleração da inflação e crescimento moderado da atividade. A combinação desses fatores tende a favorecer diferentes segmentos do mercado de fundos imobiliários.
O ingresso de capital estrangeiro tem impulsionado a Bolsa brasileira em 2026.