O Paquistão realizou ataques aéreos contra cidades do Afeganistão na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. Segundo informações do porta-voz do Exército paquistanês, tenente-general Ahmed Sharif Chaudhry, os bombardeios resultaram em pelo menos 274 mortos e mais de 400 feridos.
As vítimas seriam integrantes das forças de segurança afegãs ou militantes associados, de acordo com Chaudhry.
O porta-voz afirmou que 12 militares paquistaneses morreram, 27 ficaram feridos e um permanece desaparecido.
Reações aos Ataques
O porta-voz do governo do Taleban no Afeganistão, Zabiullah Mujahid, contestou os números divulgados pelo oficial paquistanês, classificando os dados como “falsos”. Mujahid declarou que 13 soldados afegãos morreram e 22 ficaram feridos, além de 13 civis também terem sofrido ferimentos.
Mujahid afirmou ainda que 55 militares paquistaneses foram mortos e que os corpos de 23 deles foram levados para o Afeganistão. Segundo o porta-voz, “muitos” soldados paquistaneses também teriam sido capturados.
A tensão entre os dois países se intensificou após um ataque afegão na fronteira na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro. O ataque foi uma retaliação a uma ofensiva paquistanesa realizada no domingo, 22 de fevereiro.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Mohammad Asif, afirmou em publicação no X que “agora é guerra aberta” entre os países.
A resposta paquistanesa veio na forma de uma nova ofensiva contra Cabul e outras duas províncias, incluindo Kandahar. O governo do Paquistão informou que os alvos eram instalações militares.
O porta-voz Mujahid afirmou que uma escola religiosa na província de Paktika foi bombardeada na manhã de sexta-feira. Ele disse que, até o momento, não havia informações sobre possíveis vítimas no local.