O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está negociando com Google e OpenAI para ampliar o uso de inteligência artificial em projetos relacionados à segurança nacional. A iniciativa ocorre em meio à rivalidade estratégica com a China.
O governo americano busca a utilização de modelos de IA em redes militares classificadas, conforme reportagem da Reuters. O objetivo é que a tecnologia tenha um papel mais central em operações estratégicas.
Acesso a sistemas de análise de dados
Estão em discussão sistemas capazes de analisar grandes volumes de dados, identificar falhas em softwares, mapear redes e examinar infraestruturas críticas de países considerados rivais.
A promessa é acelerar processos que atualmente demandam semanas de análise humana. Tarefas como revisar linhas de código e simular ataques digitais, que necessitariam de grandes equipes técnicas, podem ser automatizadas.
Contratos para ferramentas de IA
O Departamento de Defesa negocia contratos para garantir acesso a essas ferramentas, segundo o Financial Times. O objetivo é fortalecer a capacidade de antecipar riscos digitais e preparar respostas em um possível conflito.
A IA pode ampliar o alcance de operações cibernéticas, automatizando testes e cruzamento de dados. Sistemas conseguem examinar um número maior de vulnerabilidades.
Restrições mútuas
Washington e Pequim adotam restrições envolvendo semicondutores, exportações de tecnologia e acesso a plataformas avançadas de computação. A inteligência artificial se tornou um dos principais campos dessa disputa.
Empresas e aplicações militares
A Anthropic, criadora do modelo Claude, recusou cláusulas que permitiriam o uso irrestrito de sua tecnologia em aplicações militares.
A empresa já colaborou com o governo americano, inclusive restringindo o uso de seus sistemas por organizações ligadas a interesses estrangeiros. A discussão envolve capacidade tecnológica, governança, supervisão e responsabilidade.
A disputa mostra que a corrida global por liderança em IA já entrou no campo militar.