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BIS: IA pode ampliar diferença entre economias emergentes e avançadas

Um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS) indica que as economias emergentes podem ter menos ganhos com a inteligência artificial (IA) no curto prazo em comparação com as economias avançadas. A análise foi publicada nesta semana.

Impacto da IA na Produtividade

O estudo aponta que os efeitos da IA sobre a produtividade e o crescimento variam entre os países. Economias avançadas estão, em média, mais bem posicionadas para obter benefícios imediatos. Há também uma forte heterogeneidade dentro do grupo de países emergentes, como o Brasil.

O BIS informou que a IA generativa pode aumentar a produtividade em tarefas específicas entre 10% e 65%. As áreas com maior potencial são programação, consultoria e redação profissional.

No entanto, a tradução desses ganhos para a produtividade total em nível agregado ainda é incerta. As estimativas sobre o impacto macroeconômico variam amplamente, com projeções de elevação anual de produtividade de 0,07% a 0,9 ponto percentual.

A composição setorial é um dos fatores que explicam as diferenças entre os países. Setores como finanças, educação e informação apresentam maior exposição à IA, enquanto agricultura, transporte e construção tendem a ter menor potencial de aplicação imediata.

Mercado de Trabalho e Desigualdade

O estudo destaca que as economias emergentes concentram uma maior parcela de trabalhadores em ocupações cognitivas de baixa qualificação e funções administrativas suscetíveis à automação. Há evidências iniciais de efeitos negativos em setores como call centers e terceirização de processos de negócios na Índia e nas Filipinas.

Em um horizonte mais longo, as disparidades podem se ampliar caso persistam lacunas de preparação. Simulações indicam que um aumento de 0,5% ao ano na produtividade impulsionado pela IA, ao longo de uma década, elevaria o PIB real médio das economias avançadas em mais de 2 pontos percentuais em relação às emergentes.

O estudo conclui que investimentos em infraestrutura digital, qualificação da força de trabalho e fortalecimento institucional são determinantes para que economias emergentes consigam ampliar os ganhos com IA.

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