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Juíza adverte sobre uso de smart glasses em audiência de Mark Zuckerberg

A juíza Carolyn Kuhl alertou sobre a proibição do uso de óculos inteligentes durante o depoimento de Mark Zuckerberg, nos Estados Unidos. A audiência discutiu um processo que acusa redes sociais de estimularem comportamentos nocivos em jovens.

A advertência ocorreu no caso K.G.M. v. Meta et al., que aborda o suposto design viciante de plataformas como Instagram e Facebook para crianças e adolescentes. A ação foi movida por uma jovem da Califórnia.

Alerta sobre gravações

A juíza demonstrou preocupação específica com a capacidade de gravação dos smart glasses. Segundo ela, qualquer registro não autorizado da audiência pode gerar consequências imediatas. A magistrada afirmou: “Se você fez isso, deve apagar, ou será considerado em desacato ao tribunal”.

De acordo com as regras da Suprema Corte da Califórnia, gravações de áudio, vídeo ou fotos são proibidas nas salas de audiência. O descumprimento pode resultar em multas, expulsão do local ou outras sanções legais.

O aviso ganhou ainda mais peso porque Zuckerberg chegou ao prédio acompanhado por uma comitiva, incluindo pessoas usando óculos inteligentes da Meta.

Os óculos smart da Meta, Ray-Ban Meta, custam a partir de R$ 3.299 no Brasil. Outras versões com a Oakley saem por a partir de R$ 3.459.

Controvérsia sobre privacidade

A popularização dos óculos inteligentes reacendeu debates sobre privacidade, especialmente em ambientes sensíveis. Modelos como os Meta Ray-Ban exibem um LED quando estão gravando, mas especialistas apontam que modificações podem ocultar esse sinal visual, aumentando o receio de registros não consentidos.

Em 2025, um relato viral no TikTok descreveu o desconforto de uma cliente ao perceber que uma funcionária usava smart glasses durante um atendimento estético, mesmo com a empresa afirmando que os dispositivos permanecem desligados nessas situações.

No mérito do processo, Zuckerberg reconheceu que usuários podem mentir sobre a idade ao criar contas no Instagram, que oficialmente exige idade mínima de 13 anos. Documentos internos apresentados pelos advogados da acusação indicam que, em 2015, milhões de usuários americanos da plataforma tinham menos de 13 anos. A exigência formal da data de nascimento só passou a ser aplicada em 2019, período em que a autora da ação teria ingressado na rede aos 9 anos.

A juíza alertou sobre a proibição de gravações durante o depoimento.

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