Em Havana, Cuba, taxistas estão substituindo seus carros por triciclos elétricos. A mudança é resultado da crise de combustível agravada após o bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
Eduardo Romano, taxista, afirmou à AFP que a alternativa foi adotada devido à situação da gasolina e do óleo.
Crise de Combustível
A escassez de combustível em Cuba se intensificou após medidas dos Estados Unidos. O fluxo de petróleo da Venezuela, principal aliada de Cuba, diminuiu. Adicionalmente, os Estados Unidos ameaçaram com tarifas outros países que tentassem suprir a demanda cubana.
O governo cubano anunciou medidas de racionamento e reduziu o transporte público.
A oferta de táxis diminuiu nas ruas de Havana. Os motoristas que continuam operando pagam S5 por litro de gasolina no mercado negro, triplicando as tarifas.
Os triciclos elétricos, com capacidade para seis a oito passageiros, custam cerca de um terço da tarifa de um táxi.
Desafios
Os veículos precisam ser carregados. A cidade enfrenta apagões de até 12 horas diárias devido à falta de combustível para as usinas geradoras.
A escassez de transporte público impacta a economia. Segundo Ignacio Charon, funcionário de uma oficina de reparo de pneus, algumas pessoas perderam seus empregos por não poderem pagar o transporte.
Roselia Lopez, dentista, descreveu a situação do transporte como “desastrosa”.
Ariel Estrada, proprietário de triciclo, reconhece que a frota de três rodas de Havana é insuficiente para atender às necessidades dos cubanos.
Orlando Palomino, que pedala até 70 quilômetros por dia transportando pessoas, orgulha-se de trabalhar diariamente.



