A Rua Oscar Freire, em São Paulo, observa mudanças no perfil do comércio devido ao aumento de prédios residenciais e comerciais. Um estudo da Siila aponta para o crescimento da taxa de vacância de prédios comerciais e a valorização imobiliária na região.
Vacância e Novos Empreendimentos
A taxa de vacância para prédios comerciais na Rua Oscar Freire aumentou de 5,05% em 2021 para 36,71%, conforme dados da Siila. Este aumento reflete a entrega de novos condomínios entre 2024 e 2025.
No segundo semestre de 2025, a Cyrela lançou quatro empreendimentos na área, incluindo o Cyrela Corporate by Pininfarina.
Mudanças no Varejo
Lojas como Forum e Cristallo deram lugar a um prédio residencial da RFM, com 13 unidades. O preço anual médio do metro quadrado na região foi calculado em 1.128 euros, com valorização de 65% em 2025.
As mudanças no Plano Diretor Estratégico de 2014 e na Lei de Zoneamento de 2016 incentivaram a verticalização em áreas próximas a estações de metrô, transformando terrenos em Zonas Eixo de Estruturação (ZEU).
De 2022 a 2023, houve queda de 5% no número de lojas não registradas como varejo alimentar ou farmácia e cosméticos, sendo a maior parte absorvida pelo setor de serviços de alimentação, segundo a Varejo 360.
O faturamento projetado para o varejo da rua cresceu de R$ 316 milhões em 2024 para R$ 363 milhões em 2025.
A Associação Comercial dos Lojistas da Oscar Freire foi fundada em 2004, durante a revitalização da rua. Marcas como Havaianas e Nespresso estão presentes na região, assim como grifes internacionais na Rua Haddock Lobo.



