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Tesouro Direto, Debêntures, CRI e CRA: como investir após a manutenção da Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu pela manutenção da taxa Selic em 15% ao ano em 28 de janeiro de 2026.

A decisão impacta as estratégias de investimento em renda fixa, conforme analistas do mercado.

Tesouro Direto

A manutenção da Selic não retirou a atratividade dos títulos públicos. Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, aponta oportunidades no Tesouro IPCA+, com papéis pagando IPCA + 7%, 7,5%, chegando a 8%.

Há a possibilidade de comprar esses papéis para manter o juro real alto até o vencimento ou para lucrar com a saída antecipada. A XP recomenda duration de cinco a seis anos nos papéis de inflação.

Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, destaca que as NTN-Bs longas estão entre os ativos de renda fixa mais descontados, especialmente em comparação com a Bolsa.

Os prefixados podem auxiliar investidores a lucrar com a marcação a mercado, já que a curva de juros deve fechar em breve. Lima afirma que os papéis com vencimento entre dois e três anos apresentam maior potencial de ganho de curto prazo.

O Tesouro Selic continua sendo uma opção, mas deve ser usado para reservas de emergência e oportunidade, segundo Camilla Dolle.

Cautela no crédito privado

No crédito privado – debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs – a seletividade é a regra.

Marcelo Soares, sócio da One Investimentos, alerta que o potencial de ganho para o crédito está cada vez mais limitado, enquanto o risco permanece.

Daniel Pegorini, CEO da Valora, concorda que é improvável ver novos fechamentos de taxas.

Especialistas recomendam preferência por empresas em setores defensivos, como energia e saneamento básico. Pegorini indica boas oportunidades em debêntures incentivadas e fundos de infraestrutura.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como opção para quem procura retornos maiores.

Soares, da One, sugere evitar papéis de empresas muito alavancadas que dependem de rolar dívida.

Especialistas apontam a migração de indexadores dentro do crédito privado, favorecendo papéis de inflação. Soares conclui que já é o momento para considerar uma exposição em IPCA+.

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