O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da CPFL (CPFE3) de equal-weight (equivalente a neutro) para underweight (equivalente a venda). A decisão foi divulgada em 28 de janeiro de 2026.
A ação da companhia elétrica teve baixa de 2,84% no dia, fechando a R$ 53,05.
Motivações do rebaixamento
O banco citou uma relação risco-retorno pouco atrativa, catalisadores positivos limitados no curto prazo e dividendos menos atrativos.
O preço-alvo foi elevado de R$ 40 para R$ 48. Essa mudança reflete a extensão do horizonte de valuation para o fim de 2026, desfecho positivo em ativos contingentes e projeções operacionais ligeiramente mais altas no médio prazo.
O banco vê pouca atratividade nos papéis da empresa, com potencial de queda de 13% em relação ao novo preço-alvo de R$ 48 por ação e uma das menores taxas internas de retorno (TIR) real do capital próprio entre as empresas cobertas, em 7,4% reais.
A relação bull/bear é de cerca de 0,5 vezes, frente à média de 1,0 vezes dos pares.
Catalisadores
Eventos potencialmente favoráveis no curto prazo, como cerca de R$ 6 bilhões ligados a autonegociação, R$ 400 milhões em ressarcimento por cortes de geração e aproximadamente R$ 300 milhões em ganhos relacionados ao desconto em valores a pagar de concessões (UBP), já estão contemplados no cenário base do banco.
Dividendos
A CPFE3 deixou de oferecer o maior dividend yield do universo de cobertura. O retorno da CPFL caiu após a valorização da ação.
Alternativas
O Morgan Stanley vê alternativas com melhor risco-retorno, especialmente Copel (CPLE3), que oferece TIR real de 10,4% e dividend yield médio de cerca de 11% em 2026-27.
A CPFL se beneficia de características como gestão e operações de alta qualidade, baixa exposição a riscos do segmento de geração e presença em concessões maduras.



