A Polícia Federal instaurou inquérito, nesta quarta-feira (28), para investigar uma suposta ofensiva nas redes sociais contra o Banco Central do Brasil, após a liquidação extrajudicial do Banco Master.
A investigação busca esclarecer se houve contratação e coordenação de influenciadores para deslegitimar a decisão do BC.
Autorização do STF
A abertura da investigação teve aval do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A PF realizou um mapeamento inicial de conteúdos publicados e identificou indícios de condutas potencialmente criminosas, o que motivou o aprofundamento das apurações.
A intervenção do Banco Central ocorreu em novembro do ano anterior, após operação da PF contra Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Master, investigados por suspeitas de fraudes financeiras. Nesta semana, o caso avançou para a fase de oitiva dos investigados na Justiça.
Criadores de conteúdo relataram abordagens para sustentar a tese de que a liquidação teria sido apressada, segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi.
A linha editorial sugerida incluía vídeos e postagens com críticas diretas à atuação do Banco Central.
Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite afirmaram publicamente que receberam ofertas para defender o Banco Master em seus perfis.
A GloboNews identificou que, no mesmo período, diferentes influenciadores publicaram conteúdos com argumentos semelhantes. Esses perfis reúnem mais de 36 milhões de seguidores no Instagram.
A PF pretende apurar se houve pagamento pelos conteúdos e se a atuação foi coordenada.
A investigação da Polícia Federal foi instaurada após a liquidação extrajudicial do Banco Master.