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Caso Americanas: Três anos após a fraude, empresa aguarda punições e recuperação

O escândalo da Lojas Americanas (AMER3) completa três anos em 11 de janeiro, ainda sem punições aos responsáveis por uma fraude contábil que causou perdas bilionárias e levou a empresa à recuperação judicial. Em 11 de janeiro de 2023, o então presidente Sérgio Rial anunciou um rombo de R$ 20 bilhões, o que fez as ações da empresa caírem 77% no dia seguinte.

Queda no Valor de Mercado e Pedido de Recuperação Judicial

Após a divulgação da fraude, o valor de mercado da Americanas sofreu uma queda significativa. Em 12 de janeiro de 2023, um dia após o anúncio, o valor de mercado era de R$ 2,455 bilhões, em comparação com os R$ 10,8 bilhões registrados antes da descoberta da fraude. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em 19 de janeiro de 2023. O valor de mercado atual da empresa é de cerca de R$ 1 bilhão, representando aproximadamente 10% do valor anterior à crise, segundo Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta. Em 2025, a ação caiu 18,83%.

Processos e Indiciamentos na Justiça

O ex-presidente Miguel Gutierrez e outros 12 ex-executivos e ex-funcionários foram indiciados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público Federal, mas ainda aguardam julgamento. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também abriu investigações, incluindo inquéritos administrativos e processos sancionadores. O Instituto Empresas cobra da B3 o resultado final do julgamento do processo de “enforcement” envolvendo a companhia.

Impacto Financeiro e Plano de Recuperação

Em 2022, as vendas anuais da Americanas foram de R$ 25,8 bilhões, caindo para R$ 14,3 bilhões em 2024. A empresa teve um prejuízo líquido de R$ 227 milhões até o terceiro trimestre de 2025, com vendas de R$ 8,6 bilhões no mesmo período. Os acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, anunciaram um aporte de R$ 12 bilhões, assim como os bancos credores, para impedir a falência da empresa. O plano de recuperação judicial foi homologado em fevereiro de 2024, reconhecendo dívidas de mais de R$ 50 bilhões com 9 mil credores.

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