A XP reuniu analistas e gestores para discutir as expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, 18 de março, às 18h30 (horário de Brasília).
Participaram do encontro Alfredo Binnie e Rafael Morilha, da Kapitalo Investimentos, além dos economistas da XP Caio Megale e Victor Scalet.
Incertezas sobre cortes de juros
Analistas e gestores consultados na reunião apontam para um cenário mais incerto do que o previsto no início do ano.
A combinação entre o conflito no Oriente Médio, a alta do petróleo e a cautela das autoridades monetárias reacenderam o debate sobre o ritmo de cortes de juros no Brasil.
A equipe econômica da XP considera a possibilidade de manutenção da taxa Selic em 15% na reunião.
A principal fonte de incerteza é o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que elevou o preço do barril de petróleo.
O mercado espera sinalizações sobre o balanço de riscos e sobre o possível ciclo de flexibilização no comunicado que será divulgado após a decisão.
As projeções para o ciclo de cortes foram recalculadas. O cenário-base da XP passou a prever quatro reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual a partir de abril, com interrupção no segundo semestre, levando a Selic a 13% ao fim de 2026.
Reação do mercado
A possível frustração das expectativas de corte pode provocar ajustes nos preços dos ativos.
Investidores estrangeiros no Brasil podem interpretar a ausência de corte como sinal de menor espaço para flexibilização futura, aumentando a aversão ao risco e pressionando câmbio, curva de juros e Bolsa.
O Copom entra na reunião com risco de reacender a volatilidade.




