O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagava R$ 1 milhão por mês a Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, por meio de um núcleo de intimidação e obstrução à Justiça. A informação consta em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero.
A defesa de Vorcaro informou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início”.
Atividades de Sicário
De acordo com a decisão, Sicário era “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis”.
O pagamento de R$ 1 milhão por mês a Mourão era feito por meio de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em mensagens de WhatsApp, Ana Claudia Queiroz de Paiva questiona se o pagamento “vai ser 1 mm, como normalmente?”, ao que Vorcaro responde “Sim”. A conta bancária utilizada pertence à empresa King Empreendimentos Imobiliários, de Belo Horizonte.
Sicário coordenava “A Turma”, grupo que realizava atividades de vigilância e coleta de informações. O grupo obtinha dados de autoridades e jornalistas, além de remover conteúdos utilizando solicitações falsas de órgãos públicos. Sicário também organizava ações para pressionar ou intimidar indivíduos críticos ao grupo, como o jornalista Lauro Jardim.
Segundo o ministro Mendonça, “Vorcaro utilizava Mourão, a ‘Turma’ e os ‘Meninos’ dele para a prática dos mais variados ilícitos”.



