A Verde Asset, de Luis Stuhlberger, aumentou sua exposição na bolsa brasileira após a queda do mercado no final de fevereiro de 2026. A gestora havia reduzido a posição em meio aos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
A decisão ocorreu após uma correção no mercado, descrita pela própria gestora como “majoritariamente técnica, com redução de fluxos”.
Contexto da Decisão
A Verde avaliou que a queda dos ativos brasileiros foi impulsionada por um ajuste de posições em um momento de incerteza, e não por deterioração dos fundamentos.
A janela para a compra surgiu após o fechamento do Estreito de Ormuz para petroleiros, o que causou alta no preço do petróleo. A situação pressionou o câmbio e elevou os juros futuros globalmente.
No Brasil, o efeito foi amplificado pela falta de “gordura” nos ativos, que estavam precificados sem margem para surpresas. A correção foi rápida.
Posicionamento da Verde
A Verde Asset aponta preocupações com a deterioração institucional devido a escândalos políticos e o ciclo eleitoral que se inicia em breve.
A gestora acredita que os fatores externos influenciam o curto prazo, mas o ambiente doméstico adiciona incertezas.
No fechamento da segunda-feira, o Ibovespa subiu mais de 1,3%, ultrapassando os 181.800 pontos, após declarações de Trump sobre o conflito no Irã.
Ajustes no Portfólio
A Verde ajustou seu portfólio, com foco na queda do dólar e no crescimento dos mercados emergentes. A gestora manteve o renminbi chinês, incluiu o iene japonês na cesta contra o dólar, reduziu o euro e manteve opções de compra no real.
Na renda fixa local, a gestora manteve a posição comprada em juro real. Nos EUA, manteve aplicação em juro real e posição comprada em inflação implícita. A posição em ouro e a alocação de crédito foram mantidas.
O fundo registrou alta de 1,44% em fevereiro, em comparação com 1,00% do CDI no mesmo período. No acumulado do ano, a alta foi de 4,51%, ante 2,17% do benchmark. O book de ações foi responsável por 1,62 ponto percentual do resultado acumulado em 2026. As perdas vieram de crédito, que subtraiu 0,40 ponto percentual no acumulado do ano.


