O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a investigação para apresentar uma possível denúncia criminal contra o presidente do Federal Reserve (Fed), Jay Powell. A notícia, que envolve uma figura indicada pelo próprio Trump, reacende o debate sobre a independência do banco central americano.
Reações e Críticas
A iniciativa de Trump, que já moveu ações contra outras autoridades, incluindo ex-assessores e chefes de agências federais, tem gerado críticas. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, por exemplo, alertou que ameaças à independência do Fed podem ter efeito contrário e aumentar o custo do crédito.
Banqueros centrais globais, incluindo os presidentes do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, se manifestaram em defesa de Powell. Críticos apontam que as ações de Trump são estratégicas e visam desviar a atenção de questões internas.
Contexto da Ação
A possível denúncia contra Powell estaria relacionada a supostas mentiras ao Congresso sobre os custos de reformas em prédios do Fed. O próprio Trump já foi alvo de críticas sobre os custos de reforma da Casa Branca.
O Fed financia suas reformas com recursos próprios, provenientes de investimentos em títulos do Tesouro dos EUA, e não com verbas do contribuinte. Trump alega que a iniciativa de atacar Powell tem como pretexto as taxas de juros, que o Fed define com base em seus critérios, e não de acordo com a vontade do ex-presidente.
Pesquisas mostram que 71% dos CEOs presentes no Yale CEO Summit já viam a independência do Fed corroída por ações de Trump. Um senador republicano, membro do Comitê Bancário, também se manifestou sobre o assunto.
Em meio a uma queda em suas aprovações em pesquisas de opinião, Trump estaria usando a situação para desviar a atenção de temas como custo de vida e imigração.
A estratégia, segundo analistas, envolve a centralização do poder, a retaliação contra adversários e o uso de propaganda para manipular a opinião pública.
O caso está em andamento, e o próximo passo é aguardar o desdobramento da investigação e as possíveis consequências para a relação entre o ex-presidente e o Federal Reserve.
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