As taxas do Tesouro Direto registraram alta na sexta-feira, 13 de março, com títulos indexados à inflação oferecendo retorno de 7,85% mais IPCA. O prefixado com vencimento em 2032 pagava 13,99% ao ano.
Flavio Pires, responsável pela cobertura de fundos imobiliários do Santander, afirmou que esse movimento pode impactar o comportamento das cotas negociadas em Bolsa.
Segundo Pires, pode haver uma redução temporária no fluxo financeiro e de investidores para ativos de maior risco, como os FIIs.
Impacto nos Fundos Imobiliários
Sylvio Martins, analista da Arton Advisors, mencionou que o aumento das taxas pode levar investidores a comparar a renda fixa com os dividendos distribuídos pelos FIIs.
Martins destacou que houve um aumento no número de CPFs na classe de fundos imobiliários, mesmo com o Tesouro IPCA+ ultrapassando 7% real.
Especialistas avaliam que o cenário estrutural continua favorável aos fundos imobiliários, especialmente diante da expectativa de queda da Taxa Selic ao longo do ano.
Martins explicou que, à medida que a Selic cai, a atratividade da classe aumenta, pois os dividendos dos FIIs ficam mais interessantes para investidores que fazem a comparação com o CDI.
O IFIX ainda negocia com desconto médio de cerca de 10% em relação ao valor patrimonial dos fundos, com alguns segmentos apresentando deságios ainda maiores.
Os descontos podem superar 25% no caso das lajes corporativas.
Martins concluiu que não há chances relevantes de alta da Selic até o fim do ano.




