No Recife, ex-integrantes da Tempest Security Intelligence estão fundando novas startups no setor de cibersegurança. O fenômeno tem atraído a atenção de investidores e reforça a cidade como polo de tecnologia no Brasil.
Vítor Andrade, gerente de investimentos do FIP Nordeste Capital Semente, gerido por Triaxis Capital e Crescera Capital, identificou um padrão: muitos fundadores de novas empresas passaram pela Tempest.
Exemplos de startups
Entre as novas empresas está a KonaSense, de segurança em IA, cofundada por Cristiano Lincoln, ex-CEO da Tempest, Rafael Silva e Felipe Zimmerle. A startup, com foco inicial no mercado norte-americano, planeja uma rodada de investimentos até o fim do ano.
Outras startups incluem a AllowMe, especializada em autenticação e prevenção a fraudes; a El Pescador, focada em phishing; e a Blaze Information Security, consultoria que atende clientes em diversos países.
Também fazem parte desse grupo a Unxpose, que monitora aplicações, e a Coinwise, que desenvolve soluções em blockchain e pagamentos com criptomoedas. Adicionalmente, há a Mesa Tech, consultoria de produtos digitais, e a DigiF9, voltada à segurança e resolução de fraudes.
A cultura da Tempest
Cristiano Lincoln, fundador da Tempest, atribui o movimento a dois fatores: a cultura da empresa, que incentivava a experimentação, e o perfil dos profissionais. A companhia dava espaço para que profissionais jovens assumissem responsabilidades relevantes.
A Tempest foi fundada em 2000 e, ao longo dos anos, atuou em diferentes áreas, protegendo organizações contra fraudes e vazamentos de dados. Em 2020, a Embraer adquiriu participação majoritária na empresa.
A história da Tempest está ligada ao CESAR, centro de inovação e conhecimento em Recife. Vítor Andrade afirma que esse tipo de estrutura ajuda a explicar parte do fenômeno.