Apesar de declarações públicas sobre a reeleição em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está trabalhando para se manter na disputa pela Presidência da República, com críticas ao governo Lula e aproximação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos últimos dias, Tarcísio buscou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a concessão de prisão domiciliar a um aliado político, em um movimento que foi interpretado por apoiadores de Bolsonaro como uma tentativa de manter um canal de comunicação com o ex-presidente.
Ações no STF e Movimentações Internas
Fontes próximas a Tarcísio confirmaram que ele conversou por telefone com pelo menos quatro ministros do STF na quarta-feira para discutir o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também participou das articulações, participando de uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, pedindo que ele intermediasse com o relator do caso, Alexandre de Moraes. Michelle teria dito desejar cuidar pessoalmente do marido, alegando problemas de saúde que o impediriam de cumprir pena em regime fechado.
Disputa e Declarações
Tarcísio teria destacado a piora no quadro clínico de Bolsonaro, incluindo uma queda recente, citando laudos médicos e a suposta inadequação da cela na Polícia Federal, argumentos também usados pelos advogados do ex-presidente.
A articulação ocorre em meio a uma disputa interna no bolsonarismo e após comentários da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, em uma publicação do governador, que foram interpretados como um apoio à sua candidatura. Tarcísio minimizou o ocorrido.
Auxiliares de Lula acreditam que as ações de Tarcísio indicam que ele não desistiu de sua candidatura, mesmo com a possível candidatura de Flávio Bolsonaro. Uma pesquisa recente mostrou melhora no desempenho de Flávio, mas o governo ainda considera a possibilidade de Tarcísio disputar a Presidência.
A defesa de Bolsonaro segue em busca de um parecer favorável no STF para a transferência do ex-presidente.
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