A Sparta alertou sobre a relação risco-retorno dos títulos isentos após a compressão dos spreads no mercado de debêntures incentivadas em janeiro de 2026. A gestora avalia que a movimentação recente diminuiu os prêmios pagos ao investidor e aumentou a vulnerabilidade a uma possível reversão de fluxo.
No primeiro mês de 2026, os spreads de crédito dos títulos AAA incentivados registraram um fechamento de 45 pontos-base, considerando uma amostra com duration média de 4,21 anos. Com isso, os spreads voltaram aos níveis de outubro de 2025.
Diferentes Comportamentos
Os spreads dos papéis indexados ao CDI permaneceram estáveis. A Sparta aponta que, ao considerar o retorno líquido, “não há diferença material entre o retorno das debêntures incentivadas e o dos ativos não incentivados de risco equivalente”.
A liquidez do mercado de incentivadas permaneceu elevada. O volume total negociado em debêntures somou R$ 66 bilhões em janeiro, queda de 7% em relação ao mês anterior. O número de negócios recuou 3,5%, para cerca de 135 mil operações.
O volume negociado em debêntures incentivadas alcançou R$ 28 bilhões, apenas R$ 1 bilhão abaixo do recorde registrado em dezembro.
A Sparta avalia que o ajuste recente esteve associado à dinâmica de fluxo, com as restituições do FGC do Banco Master e taxas menos atrativas em LCI e LCA.
A gestora considera que a relação retorno/risco se tornou pouco atrativa, especialmente nas estratégias pós-fixadas em infraestrutura, devido à compressão dos prêmios.