As negociações entre Shell e Cosan sobre a capitalização da Raízen, maior produtora mundial de açúcar e etanol, foram encerradas após desacordo entre as coproprietárias. A informação foi divulgada na quarta-feira, 04 de março de 2026.
Shell e Cosan detêm 44% da companhia cada.
Shell segue sozinha
Apesar do fim das negociações conjuntas, a Shell anunciou que manterá o investimento na Raízen. Na terça-feira, 3 de março, a Shell informou que investirá R$ 3,5 bilhões na Raízen. A empresa espera que outro acionista contribua com mais R$ 3,5 bilhões.
Com o encerramento das negociações, a Shell pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen em conversas com bancos e credores, de acordo com fontes.
Motivo da saída da Cosan
A Cosan informou que não poderia igualar o apoio financeiro que a Shell concordou em oferecer à Raízen. Algumas propostas apresentadas pela Cosan foram rejeitadas pela Shell, segundo a Bloomberg.
Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a investir R$ 3,5 bilhões, a Cosan R$ 1 bilhão e o presidente da Raízen, Rubens Ometto, R$ 500 milhões.
Fundos administrados pelo Banco BTG Pactual também participaram das negociações, mas discordaram de termos propostos pela Shell e decidiram não investir na Raízen.
Situação financeira da Raízen
A dívida líquida da Raízen atingiu R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro. A empresa registrou prejuízos e aumento da dívida líquida nos últimos trimestres e alertou sobre a “incerteza significativa” em relação à sua capacidade de continuar operando.


