A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) participa do Registro Brasileiro de Paralisia Cerebral (RB-PC), um estudo nacional sobre crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral.
A iniciativa, que integra redes científicas internacionais, começou no Brasil em agosto de 2024. A FCEE atua no projeto por meio do fisioterapeuta Marcelo Dias e da pedagoga Ana Paula Cruz Ricci, do Centro de Reabilitação Ana Maria Philipi (Cener).
Em 2025, foram mapeados 37 casos de educandos atendidos na FCEE, ex-educandos e servidores.
Participação de outras instituições
Além da FCEE, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do curso de Fisioterapia do campus de Araranguá, também participa da pesquisa em Santa Catarina.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) coordena o estudo, que envolve instituições de saúde e educação em todos os estados brasileiros.
Resultados preliminares
Nos primeiros seis meses da pesquisa, foram identificados 591 casos em todo o país. Um relatório de agosto de 2024 a janeiro de 2025 aponta que 42,5% das pessoas com paralisia cerebral não são alfabetizadas, 50,3% nasceram prematuras e 71,6% tiveram lesões cerebrais durante a gestação ou nos primeiros 28 dias após o nascimento.
As entrevistas são individuais e coletam informações clínicas, funcionais, educacionais e sociais. A UFMG é responsável pelo tratamento das informações, análises estatísticas e publicação dos resultados. As instituições participantes coletam os dados conforme protocolos padronizados.
A pesquisa está vinculada ao Núcleo de Estudos e Pesquisas (NESPE) da FCEE. Mais informações estão disponíveis no site http://registropcbr.com.