O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em 18 de março de 2026, em audiência no Senado Federal, que o governo brasileiro acompanha o risco de fragmentação do Irã devido à guerra contra Israel e Estados Unidos.
Vieira mencionou a preocupação com a instabilidade regional, fluxos migratórios e a proliferação de milícias armadas.
Contexto do conflito
Os Estados Unidos e Israel adotaram uma estratégia militar de “decapitação” das lideranças iranianas. O ministro citou a morte de líderes militares e a execução do ministro de Inteligência, Esmail Khatib.
Especialistas internacionais relatam risco de radicalização do regime iraniano, com substituições nas hierarquias.
O ministro também abordou a busca por armamentos nucleares e o papel da ONU, que ele descreveu como secundário.
Impactos econômicos
Vieira avaliou que a interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz pode afetar a economia mundial, causando escassez e inflação.
O ministro mencionou a suspensão de sanções contra a Rússia pelos EUA, buscando evitar aumento no preço do petróleo.
O Brasil, nono maior produtor mundial de petróleo, pode sofrer impactos devido às oscilações e dificuldades de transporte.
Relações comerciais
Vieira destacou a necessidade de diversificação comercial, citando a busca por fornecedores de fertilizantes.
O Irã era um grande fornecedor de ureia para o Brasil, representando 79% das exportações iranianas ao país.
O ministro mencionou conversas com países africanos e a Bolívia.
Comunidade brasileira no Oriente Médio
A comunidade brasileira nos países do Golfo e do Oriente Médio atingidos pela guerra soma cerca de 70 mil pessoas.
Vieira informou ter conversado com nove chanceleres para pedir proteção e facilitação da saída dos brasileiros. Foram negociadas rotas terrestres de saída, com negociação de vistos excepcionais.
O ministro afirmou que o governo brasileiro condenou os ataques dos EUA e Israel e a retaliação do Irã.



