O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou-se ponto de conflito entre PT e PL após o desfile da Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O PL solicitou à Corte Eleitoral que investigue o financiamento da escola de samba. O PT avalia ingressar com uma representação, alegando impulsionamento de postagens com críticas ao governo e ao presidente.
Posicionamentos dos partidos
Um integrante da executiva nacional do PT informou que o partido está levantando informações sobre as postagens impulsionadas para avaliar medidas jurídicas. O PL argumentou que a apresentação da Acadêmicos de Niterói foi uma “peça político-eleitoral” em ano eleitoral.
O PL busca apurar a utilização de recursos federais para o financiamento da escola e investigar possível interferência do Palácio do Planalto no conteúdo do desfile.
O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, afirmou que o governo não interferiu nos temas da escola e que a resposta jurídica caberá ao PT. Segundo Sidônio, ataques a Lula partiram de legendas e parlamentares ligados à bancada evangélica.
Em outubro de 2025, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, reuniu-se duas vezes com o presidente da escola, Wallace Palhares, no Palácio do Planalto, em 2 e 16 de outubro.
Antes do desfile, o TSE negou pedidos de outros partidos para barrar a apresentação da escola de samba, mas ressaltou indícios de riscos de ilícitos eleitorais.
O PL quer apurar a utilização da máquina federal para captação de financiamento para a escola de samba.