O PSD, sob a direção de Gilberto Kassab, está reorganizando sua estrutura nos estados para as eleições de 2026, visando lançar uma candidatura presidencial. A estratégia envolve a filiação de novos membros e a tentativa de diminuir conflitos regionais.
Nas últimas semanas, o PSD filiou sete dos 11 deputados da federação PSDB-Cidadania na Assembleia Legislativa paulista. O movimento visa ampliar a presença em estados estratégicos antes da definição presidencial.
Expansão e Conflitos Regionais
O PSD tem atraído políticos de outras siglas, incluindo os governadores Marcos Rocha (Rondônia) e Ronaldo Caiado (Goiás), que deixaram o União Brasil. Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná) são nomes considerados para a disputa presidencial.
Em Goiás, a filiação de Caiado alterou o equilíbrio interno do partido. Caiado busca separar o cenário estadual da disputa presidencial. O governador afirmou que sua decisão nacional não altera o quadro do estado.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD) avalia sua permanência no partido, pois a aproximação de Caiado com o PL pode reduzir o espaço disponível na chapa majoritária. Cardoso aguarda uma reunião com a direção partidária para discutir o desenho eleitoral no estado.
A filiação de lideranças locais de outras siglas pelo PSD também tem gerado dilemas, pois a legenda abriga políticos com diferentes perfis ideológicos e alianças regionais incompatíveis.
No Acre, a definição de alianças foi adiada e depende da decisão nacional sobre o nome que disputará o Planalto. No Mato Grosso do Sul, o PSD prioriza a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a manutenção das posições do partido na chapa majoritária.
A expectativa é que, até abril, o cenário nacional esteja suficientemente definido para permitir uma escolha que minimize rupturas.