Produção industrial brasileira estagna em novembro, com setor extrativo em queda
A produção industrial brasileira apresentou variação nula (0,0%) em novembro, após alta de 0,1% em outubro. A atividade extrativa e a indústria farmacêutica foram os principais destaques, com desempenhos opostos.
Queda no setor extrativo e impactos
O setor extrativo registrou queda de 2,6% em novembro, impactado pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE, essa retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro. Rodolfo Margato, economista da XP, destacou que o encerramento das atividades em uma refinaria no Rio de Janeiro afetou a produção de derivados do petróleo, que caiu cerca de 8% de setembro a novembro, e 9,5% na comparação anual.
Desempenho da indústria manufatureira e categorias econômicas
A indústria manufatureira apresentou alta de 0,2% na comparação mensal, mas queda de 2,2% anuais. A produção de bens de capital registrou o terceiro aumento consecutivo em termos mensais (0,7%), impulsionada por máquinas e equipamentos, embora tenha apresentado queda de 5% na comparação anual. O economista da XP, Rodolfo Margato, observou que as taxas de juros restritivas e a incerteza no ambiente macroeconômico continuam influenciando as decisões de investimento.
Alta na indústria farmacêutica e projeções
A indústria farmacêutica teve alta de quase 10% em novembro, após contração nos meses anteriores. Economistas como Margato preveem estabilidade para a indústria brasileira no curto prazo. André Valério, economista sênior do Inter, destacou também as altas em impressão e reprodução de gravações (18,3%), metalurgia (1,8%), produtos de metal (2,7%), produtos de minerais não metálicos (3,0%) e máquinas e equipamentos (2,0%).
Análise e perspectivas futuras
Matheus Pizzani, economista do PicPay, chamou a atenção para a queda no segmento de intermediários. Claudia Moreno, economista do C6 Bank, projetou que a economia brasileira deve desacelerar e crescer 2,2% em 2025. Para 2026 e 2027, a expectativa é de avanço de 1,7% e 1,5%, respectivamente.
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