A fábrica da Pfizer em Puurs, na Bélgica, foi escolhida para produzir a vacina de mRNA contra a Covid-19, um feito que a destacou em meio a outras 38 unidades da farmacêutica ao redor do mundo. Um estudo publicado pela Harvard Business Review detalha as estratégias que levaram a unidade belga a essa posição de destaque.
Trajetória da Fábrica em Puurs
Fundada em 1964, a fábrica passou por diversas mudanças de proprietários até ser adquirida pela Pfizer em 2000. Superou cortes e, em meados dos anos 2000, mudou seu foco de competição por volume para o desenvolvimento de capacidades distintas.
Excelência Operacional e Novos Produtos
A unidade em Puurs iniciou com foco em excelência operacional, buscando melhoria contínua em métricas como qualidade e eficiência. Adotou práticas como equipes multifuncionais e o método just-in-time. Em seguida, a fábrica passou a investir em uma equipe de engenharia para produção de novos produtos, o que a tornou mais atraente para receber novas produções.
Especialização e Capacidade de Resposta
A fábrica se especializou na produção asséptica de produtos estéreis e, embora tenha implicado em transferir a produção de outros produtos, permitiu o desenvolvimento de expertise. A liderança decidiu manter capacidade excedente para responder a interrupções e picos de demanda, o que a tornou mais flexível.
Construção de uma Rede de Conhecimento
A unidade em Puurs expandiu suas conexões externas para fabricar a vacina contra a Covid-19, incluindo especialistas em novas tecnologias e fornecedores críticos. A fábrica também passou a enviar técnicos para outras unidades da Pfizer para compartilhar conhecimento. A fábrica produziu mais de 100 milhões de doses mensais em 2021 e, em dezembro de 2022, recebeu um novo investimento de €1,2 bilhão.
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