A Polícia Federal (PF) apreendeu uma arma em cumprimento de mandado de busca e apreensão no endereço de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de acordo com investigação.
A informação consta em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão de Vorcaro nesta quarta-feira.
Mensagens interceptadas
Em mensagens interceptadas, Vorcaro instrui Mourão a intimidar pessoas, incluindo funcionários e jornalistas. Em uma das mensagens, Vorcaro pede que Mourão “dê um sacode” em um chefe de cozinha e que “moa” uma funcionária. Mourão então questiona: “O que é para fazer?” e Vorcaro responde: “Puxa endereço tudo”.
A PF solicitou a prisão preventiva de Vorcaro e Mourão por coação no curso do processo.
Segundo a decisão, Mourão atuava na identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou críticas ao grupo econômico ligado ao Banco Master.
Vorcaro e Mourão integravam um grupo no WhatsApp, chamado “A Turma”, para vigilância, coleta de informações e intimidação.
Mourão, segundo as investigações, recebia R$ 1 milhão por mês pelos serviços, que envolviam a consulta de dados em bases abertas e sistemas restritos.
O ministro Mendonça afirmou que Mourão tinha um “papel central” na coordenação do grupo e mantinha relação direta com Vorcaro.
Operação Compliance Zero
A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação, denominada Compliance Zero, já teve três fases. A terceira fase, autorizada pelo STF, incluiu prisões e medidas cautelares contra investigados.
A defesa de Vorcaro informou que o ex-banqueiro não obstruiu a Justiça e colaborou com as investigações.




