WASHINGTON, 9 Mar (Reuters) – Uma pesquisa Reuters/Ipsos, finalizada na segunda-feira, indicou que a maioria dos norte-americanos acredita em aumentos nos preços da gasolina nos próximos meses, após ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã. Muitos entrevistados esperam um conflito prolongado.
Cerca de 67% dos entrevistados na pesquisa de quatro dias – incluindo 44% dos republicanos e 85% dos democratas – disseram esperar que os preços da gasolina nos EUA aumentem no próximo ano.
Ataques Militares e Expectativas
A pesquisa aponta que 60% dos norte-americanos esperam que o envolvimento militar dos EUA no Irã ‘continue por um longo período de tempo’.
Em 28 de fevereiro, forças americanas e israelenses lançaram ataques coordenados contra o Irã.
A pesquisa Reuters/Ipsos constatou que 29% dos americanos aprovam os ataques, um pouco acima dos 27% registrados em uma pesquisa anterior da Reuters/Ipsos, realizada logo após o início da campanha militar. Ambas as pesquisas têm margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.
Implicações Políticas
A pesquisa destaca os riscos políticos para o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Os democratas esperam assumir o controle de pelo menos uma Casa do Congresso do partido de Trump.
Cerca de 64% dos participantes da pesquisa – incluindo um em cada quatro republicanos e nove em cada dez democratas – responderam que Trump não explicou claramente os objetivos do envolvimento militar dos EUA.
Impacto Econômico
Desde os ataques contra o Irã, os preços da gasolina nos EUA subiram cerca de US$0,50 por galão, e pelo menos sete soldados norte-americanos foram mortos.
Os preços da energia subiram em todo o país e internacionalmente, inclusive durante o fim de semana em que a pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada.
Analistas preveem semanas ou meses de aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo.
Quarenta e nove por cento dos norte-americanos – incluindo um terço dos republicanos e dois terços dos democratas – acreditam que a guerra no Irã terá um impacto negativo em suas finanças pessoais.
A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada online e entrevistou 1.021 adultos norte-americanos.