Ativos colombianos registraram quedas na segunda-feira (5), com o peso desvalorizando quase 2% na abertura do mercado. Títulos colombianos denominados em dólar também recuaram cerca de 1%, liderando as perdas entre economias emergentes. O movimento ocorreu em meio ao aumento da tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, após eventos na Venezuela.
Declarações de Trump e Reação de Petro
No fim de semana, Donald Trump dirigiu críticas ao presidente colombiano, Gustavo Petro, classificando-o como “um homem doente que gosta de produzir cocaína” e prometendo que suas ações não continuariam por muito tempo. As declarações foram feitas a repórteres a bordo do Air Force One, no domingo à noite. Anteriormente, Trump havia alertado Petro para “ficar atento”, horas após a captura de Nicolás Maduro, líder venezuelano. Petro, por sua vez, denunciou a operação americana e classificou as ameaças de Trump como “ilegítimas” em redes sociais. O presidente colombiano já enfrenta sanções dos EUA desde outubro, sob acusação de facilitar o tráfico de drogas, alegações que ele refutou, afirmando que qualquer tentativa de prendê-lo “desencadearia o jaguar popular” do povo colombiano.
Pressão sobre Ativos Colombianos
Os ativos da Colômbia já apresentavam pressão desde o anúncio, no mês passado, de um aumento de 23% no salário mínimo. Essa medida gerou preocupações sobre inflação e impacto no orçamento público. O Ministério do Trabalho informou, na sexta-feira, que o governo avalia medidas como controle de preços. Paralelamente, gestores de fundos expressam preocupação com as eleições presidenciais deste ano e a possibilidade de um novo governo de esquerda no país. Embora Petro não possa concorrer à reeleição, pesquisas divulgadas no final de dezembro indicam que seu aliado, o senador Iván Cepeda, lideraria as intenções de voto com 30,7%.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp




