A Nvidia, liderada por Jensen Huang, está vendo sua participação no mercado chinês de servidores para inteligência artificial diminuir. Sanções comerciais dos Estados Unidos e a busca por tecnologia local impulsionaram fabricantes chinesas de semicondutores a conquistar 41% do mercado interno, conforme dados da consultoria IDC divulgados pela Reuters.
Queda na participação da Nvidia
A Nvidia, que antes detinha 95% do setor, viu sua fatia cair para 55%. As restrições americanas à exportação de GPUs avançadas para a China, implementadas em 2023, impactaram a empresa. Em abril de 2025, a proibição foi ampliada.
Ascensão das empresas chinesas
A Huawei foi responsável pelo envio de aproximadamente 812 mil chips de IA no último ano, dominando metade das remessas nacionais e abocanhando quase 20% do mercado total. A empresa lançou o acelerador de IA Atlas 350, que promete desempenho superior ao chip H20 da Nvidia.
A T-Head, divisão de chips do Alibaba, enviou 256 mil placas. A Kunlunxin (subsidiária da Baidu) e a Cambricon empatam com 116 mil componentes cada.
Sanções e Reações
Em julho de 2025, o governo americano reverteu a proibição dos chips H20 e MI308. No entanto, o governo chinês instruiu suas empresas de tecnologia a interromperem os pedidos da Nvidia após uma declaração do Secretário de Comércio dos EUA. Em dezembro, foi autorizada a exportação do chip H200 para a China, mas com restrições.
Analistas de mercado estimam que a fatia da Nvidia na China pode cair para cerca de 8%.
Desafios para a independência tecnológica
Apesar do aumento nas vendas, a independência tecnológica total ainda é um desafio. Líderes da indústria chinesa apontam para a sobrecarga no fornecimento de equipamentos de fabricação e a escassez de mão de obra qualificada. Os chips nacionais para data centers ainda estão em desvantagem tecnológica.
O cenário mostra uma mudança no mercado asiático.



