Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos. A informação foi confirmada pela família em comunicado divulgado nesta terça-feira (17).
Jackson, pastor batista, cresceu no Sul segregado e foi aliado de Martin Luther King Jr.
Da segregação racial ao protagonismo político
Nascido em 1941 na Carolina do Sul, Jackson vivenciou as leis de segregação racial conhecidas como Jim Crow. Ele participou de protestos contra a segregação e foi preso.
Jackson integrou a Southern Christian Leadership Conference e atuou em iniciativas para inclusão econômica da população negra. Após a morte de King, emergiu como uma das principais lideranças nacionais.
Oratória e atuação política
Jackson ganhou projeção nacional na década de 1980 ao disputar a indicação presidencial pelo Partido Democrata.
Em 1984, obteve cerca de 3,3 milhões de votos nas primárias, terminando em terceiro lugar. Em 1988, conquistou 6,8 milhões de votos, ficando em segundo lugar.
Suas campanhas ampliaram a participação política de minorias.
Ativismo e atuação internacional
Jackson fundou organizações como a Rainbow/PUSH Coalition e a Operation PUSH, focadas em direitos civis e inclusão econômica.
Ele atuou em negociações internacionais, ajudando a libertar prisioneiros em países como Síria, Cuba, Iraque e Sérvia. Nos anos 1990, foi enviado especial do governo Bill Clinton para a África.
Sua atuação também se estendeu à mídia, com o programa “Both Sides with Jesse Jackson”, exibido pela CNN entre 1992 e 2000.
Últimos anos e legado
Em 2017, Jackson revelou ter sido diagnosticado com Parkinson. Em 2023, deixou a liderança da Rainbow/PUSH após mais de 50 anos.
Jackson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade. Ele é considerado um dos ativistas mais influentes dos séculos 20 e 21.
A atuação de Jackson conectou a luta histórica dos direitos civis à política contemporânea.



