O setor de água e saneamento no Brasil passa por mudanças, com foco na universalização dos serviços até 2033. O Morgan Stanley avalia as empresas do setor e mantém a Sabesp como principal escolha.
A privatização da Copasa está prevista para o primeiro semestre de 2026. O Morgan Stanley adota uma postura cautelosa em relação à empresa.
Sabesp
A Sabesp continua sendo a principal opção do Morgan Stanley para investir em saneamento. O banco ajustou as projeções, elevando o preço-alvo para R$ 162 por ação. A estimativa é de uma taxa interna de retorno real sobre o patrimônio líquido de cerca de 11,4%.
O banco aponta execução mais avançada após a privatização, governança corporativa clara, menor risco de inadimplência, melhor posicionamento para crescimento e maior liquidez das ações como vantagens da Sabesp.
Copasa
O novo marco regulatório e o processo de privatização da Copasa estão em andamento. O Morgan Stanley mantém uma visão cautelosa, pois a maior parte do potencial de valorização já parece estar precificada.
A previsão do banco é que a privatização da Copasa gere valor. O banco elevou em cerca de 30% as estimativas de EBITDA entre 2025 e 2030, o que implica crescimento anual composto de 17% no período, e mais do que dobrou o preço-alvo para R$ 58 por ação, ante R$ 28.
Sanepar
A Sanepar pode se tornar a única concessionária de água estatal listada no Brasil, caso a privatização da Copasa seja concluída. O Morgan Stanley avalia que o perfil de risco-retorno da Sanepar é equilibrado. O banco elevou o preço-alvo de R$ 40 para R$ 48.
O banco aponta que uma eventual privatização pode gerar reavaliação dos múltiplos. A reprecificação dependeria de sinais políticos mais claros antes das eleições para governador do Paraná em outubro de 2026.



