O mercado imobiliário corporativo apresentou sinais de recuperação no primeiro trimestre de 2026, com queda nas taxas de vacância e valorização dos aluguéis tanto no segmento logístico quanto no de escritórios de alto padrão, segundo dados preliminares da Buildings.
Logística: Queda na Vacância e Valorização
No segmento logístico, que engloba condomínios industriais e galpões de alto padrão (Classes A e A+), a taxa de vacância recuou de 7,80% no quarto trimestre de 2025 para cerca de 6,5% no início de 2026. A absorção líquida foi de aproximadamente 700 mil m².
O valor médio pedido de locação subiu de R$ 29,60 para aproximadamente R$ 33,00 por m², representando uma alta de cerca de 11,5% no período. A valorização está associada à escassez de ativos premium em regiões estratégicas e ao aumento dos custos de construção e terrenos, de acordo com a Buildings.
Empresas como Mercado Livre e Shopee lideraram novas locações, com contratos relevantes em diferentes regiões do país.
Escritórios: Redução da Área Vaga em São Paulo
No mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo, a taxa de vacância caiu de 14,44% para 13,49% no primeiro trimestre, com redução da área vaga na cidade e manutenção de absorção líquida positiva, que somou cerca de 70 mil m².
O valor médio de locação subiu de R$ 121,01 para aproximadamente R$ 129,00 por m², um avanço de 6,6% em três meses.
Entre as movimentações, destacam-se novas ocupações corporativas e expansões de contratos, além de transações estratégicas envolvendo ativos de alto padrão, como a venda parcial de uma torre do EZ Towers para a XP Investimentos.



