A Liqi, fintech de ativos digitais, lançou a stablecoin BRLD, atrelada ao real, em janeiro de 2026. A moeda tem lastro em títulos do Tesouro Direto e será inicialmente direcionada ao público corporativo.
De acordo com Daniel Coquieri, fundador da Liqi, a BRLD foi construída com base na BRLT, stablecoin criada há quatro anos pela Liqi.
Casos de uso
Os usos iniciais da BRLD são gestão de tesouraria e operações tokenizadas.
Na gestão de tesouraria, a BRLD oferece às empresas uma opção de gestão de caixa de curto prazo com rendimento de 95% do CDI e negociação a qualquer momento (24/7). As operações não pagam IOF porque estão vinculadas a títulos do Tesouro com prazo superior a 30 dias, mas estão sujeitas à tributação de IR.
Na outra aplicação, a BRLD entra como a estrutura atrelada a contratos feitos na blockchain.
O produto está disponível para as 75 empresas que já têm relacionamento ativo com a Liqi e para outras empresas aprovadas no processo de avaliação.
A Pinheiro Neto auxiliou a Liqi na estruturação jurídica da BRLD.
Em novembro de 2025, o Banco Central estabeleceu regras para a autorização e a prestação de serviços de ativos virtuais.
A Liqi espera receber do Banco Central a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) até o fim de 2026.
A Liqi fechou 2025 com uma receita de R$ 10 milhões. A meta para 2026 é atingir R$ 25 milhões. A empresa pretende levantar US$ 10 milhões em uma nova captação, com participação de Itaú, Pátria e Galápagos.




