O fundo imobiliário KNIP11 (Kinea Índices de Preço) tem direcionado recursos para operações com taxas de até IPCA + 9%. A informação é de Flavio Cagno, gestor do FII e da Kinea, em entrevista ao Liga de FIIs.
O fundo busca oportunidades em um cenário de queda dos juros reais no Brasil.
Taxas e Reinvestimentos
O fundo tem conseguido alocar recursos em taxas mais elevadas devido à necessidade de reinvestimento de operações que vêm sendo amortizadas. Segundo Cagno, em alguns casos, as operações chegam a IPCA + 9%.
Cagno mencionou um pré-pagamento que elevou a taxa média do fundo de IPCA + 6% para IPCA + 9%, gerando um ganho.
Restrição a Investidores
O KNIP11 é restrito a investidores qualificados, que precisam ter patrimônio investido maior ou igual a R$ 1 milhão ou atestar por escrito o termo de investidor com este perfil.
A gestão avalia que o fundo tem características compatíveis com o público geral, mas a restrição permanece por questões regulatórias e estruturais.
A possibilidade de mudar o enquadramento do fundo é discutida, mas enfrenta desafios operacionais. O quórum necessário para aprovação em assembleias é um dos principais entraves, segundo Cagno.
Cagno avalia que a mudança pode destravar valor e ampliar o alcance do KNIP11.




