O Goldman Sachs avaliou a relação entre Itaú (ITUB4) e Itaúsa (ITSA4) para determinar a preferência de investimento no setor bancário. A análise, publicada em março de 2026, considerou o desconto apresentado pela Itaúsa em relação ao Itaú.
O banco identificou um desconto de 14,3% na Itaúsa, com base na média móvel de dezembro de 2025. A holding negocia com 21,2% de desconto considerando seu valor líquido de ativos, um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos (22,2%) e de 2023 para cá (22%).
A recomendação de compra do Goldman Sachs é fundamentada nas expectativas positivas para ITUB4. O banco projeta um preço-alvo de R$ 15 para ITSA4, acima dos R$ 13,73 anteriores. O novo preço-alvo reflete a métrica para Itaú, em R$ 50, Dexco (DXCO3) em R$ 5,36, e Motiva (MOTV3) em R$ 15,70. Alpargatas (ALPA3) não tem cobertura pelo banco estrangeiro.
Projeções e Dividendos
O relatório menciona que a Itaúsa informou que a eliminação de ineficiências fiscais relacionadas a PIS/COFINS pode levar à distribuição de dividendos de suas subsidiárias não financeiras a partir de 2027. Essas subsidiárias já contribuíram com R$ 1,1 bilhão em proventos em 2025.
A operação de capitalização da Aegea adicionou R$ 3,2 bilhões ao portfólio da Itaúsa, elevando o desconto da holding para 25%. A administração afirmou que o nível está se normalizando para cerca de 22%.
A administração ressaltou que os recursos oriundos do setor não financeiro chegaram a R$ 1,1 bilhão em 2025, com perspectiva de crescimento. A partir de janeiro de 2027, a companhia eliminará ineficiências fiscais (R$ 850 milhões em 2025). Isso deve cobrir o calendário de amortização da dívida nos próximos anos.
A análise também destacou o comentário da holding sobre a tendência de as despesas administrativas acompanharem a inflação, com um leve aumento após permanecerem estáveis em 2025.


