O dólar apresentou desvalorização em 2025 e deve continuar fraco em 2026. Mesmo assim, estrategistas financeiros recomendam a diversificação internacional como estratégia para proteger o patrimônio, especialmente em um ano com eleições.
Dólar em baixa e a importância da diversificação
Em 2025, o dólar teve seu pior desempenho desde a década de 1970, com expectativa de continuidade da baixa em 2026. Rodrigo Aloi, head de pesquisa e estratégia da HMC Capital, explica que a concentração de investimentos no Brasil pode gerar perdas significativas em cenários adversos. Luis Garcia, CIO da SulAmérica Investimentos, aponta que a tendência de desvalorização do dólar prevaleceu no mercado internacional, enquanto no Brasil, o câmbio se manteve instável.
Volatilidade eleitoral e seus impactos no mercado
Bruno Botelho, chefe de mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos, relata que o dólar oscilou em 2025 devido a fatores externos e internos. Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, apresentou dados mostrando que a volatilidade anualizada média do dólar em anos eleitorais é maior (15,1%) que nos demais anos (13,9%).
Estratégias para proteção do patrimônio
Artur Wichmann, CIO da XP, afirma que a diversificação internacional deixou de ser opcional. Aloi, da HMC, ressalta que a exposição ao mercado internacional é a única forma de proteção contra choques domésticos. A XP elevou a recomendação de exposição aos mercados americanos para neutra, com expectativa de continuidade do impulso da inteligência artificial.
Oportunidades no mercado acionário global
Ronaldo Patah, estrategista para o Brasil do UBS Global Wealth Management, considera o mercado americano exuberante, mas não irracional. O UBS amplia a exposição a outros mercados, como China, Europa e emergentes, com base na expectativa de cortes de juros e no crescimento projetado dos lucros do S&P 500.
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