Um grupo de investidores protocolou uma notificação contra a Vibra na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido à inadimplência no pagamento de aluguel de um prédio no Rio de Janeiro. A dívida, referente ao Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) lastreado no aluguel, ultrapassa R$ 600 milhões.
Origem da dívida
O problema começou em maio de 2024, quando a Vibra deixou de pagar o aluguel do imóvel. A empresa comprou o prédio em leilão judicial um mês antes, por R$ 127 milhões.
A KonSCIO Finanças Corporativas, consultoria especializada em M&A e Finanças Corporativas, foi contratada pelos investidores para buscar uma solução extrajudicial.
A construção do prédio
O prédio foi construído entre 2012 e 2013 pela construtora Confidere, que financiou a obra com um CRI de R$ 700 milhões. Esse valor seria pago por meio de um “contrato atípico de aluguel” até 2031. O aluguel mensal era de R$ 5,2 milhões.
Compra do imóvel pela Vibra
A construção do prédio foi um projeto da então Petrobras Distribuidora, que desejava uma nova sede. Em 2023, a Confidere entrou em falência e o imóvel foi leiloado em 2024, sendo arrematado pela Vibra.
A Vibra argumenta que, ao comprar o prédio, passou a ser proprietária e não precisa mais pagar o aluguel. Os investidores alegam que a empresa só estaria isenta do pagamento se não usasse o imóvel.
Ações nos EUA
O grupo de investidores planeja entrar com uma denúncia na Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, nas próximas semanas. A Vibra possui papéis negociados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).
Procedimento de Arbitragem
O imbróglio está em discussão por meio de Procedimento de Arbitragem, onde as partes já apresentaram suas alegações. A primeira audiência foi marcada para o período entre 3 e 6 de novembro deste ano.
A Vibra não se pronunciou sobre o caso. Em 2024, a empresa informou ao Broadcast que não descumpriu nenhuma obrigação e que não tem relação direta com os titulares do CRI.