O Brasil encerrou 2025 com a maior arrecadação tributária já registrada. Dados do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), indicam que aproximadamente R$ 3,98 trilhões foram pagos em impostos, taxas e contribuições aos governos federal, estaduais e municipais ao longo do ano.
O montante representa um recorde nominal e consolida a trajetória de crescimento da arrecadação observada nos últimos exercícios, impulsionada por fatores econômicos e alterações no sistema tributário.
Comparativo entre 2025 e 2024
Em 2024, o Impostômetro havia encerrado o ano em torno de R$ 3,6 trilhões. Em 2025, o avanço foi de cerca de 10%, o que corresponde a um incremento aproximado de R$ 380 bilhões em doze meses.
| Indicador | Final de 2024 | Final de 2025 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Arrecadação Total – Brasil | R$ 3,6 trilhões | R$ 3,98 trilhões | ~10,5% |
| Arrecadação Federal – SC | R$ 140,2 bilhões | R$ 153,0 bilhões* | ~9,1% |
* Projeção baseada em dados parciais da Receita Federal e no crescimento do PIB estadual.
Fatores que influenciaram o resultado
Segundo análises do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o desempenho da arrecadação em 2025 decorreu da combinação de diferentes elementos. A atividade econômica mais intensa, especialmente no varejo e no mercado de trabalho, ampliou a base de consumo. A inflação projetada em 4,36% para o ano também teve impacto direto, uma vez que a maior parte dos tributos incide sobre o preço final de bens e serviços.
Além disso, novas medidas tributárias contribuíram para o resultado, como a tributação sobre apostas esportivas, a cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor e a reoneração gradual da folha de pagamentos.
Santa Catarina no contexto nacional
No recorte regional, Santa Catarina manteve posição de destaque na arrecadação federal. Em 2025, o estado consolidou-se como o quinto maior arrecadador de tributos federais do país, desempenho associado a uma economia diversificada e à taxa de desocupação de 2,3%, uma das mais baixas do Brasil.
Apesar do volume arrecadado, os dados indicam que o retorno em investimentos diretos da União ao estado permanece reduzido. Em 2025, Santa Catarina recebeu cerca de 3,6% do total arrecadado em tributos federais pagos no próprio estado. Na prática, isso significa que, a cada R$ 100 recolhidos em impostos federais por contribuintes catarinenses, aproximadamente R$ 3,60 retornaram na forma de investimentos e repasses diretos.
De acordo com os critérios do pacto federativo, a distribuição de recursos prioriza unidades da federação com maiores indicadores de desigualdade social. Como Santa Catarina apresenta um dos menores índices do país, o estado depende majoritariamente de receitas próprias, como ICMS e IPVA, para financiar serviços públicos e infraestrutura.
Arrecadação e destino dos recursos
O encerramento de 2025 com quase R$ 4 trilhões em tributos ocorre em um contexto de orçamento federal fortemente comprometido com despesas obrigatórias, como previdência e pagamento de juros da dívida pública. O desempenho da arrecadação reforça a dimensão do fluxo de recursos gerado pela economia brasileira e estabelece a base fiscal para o planejamento orçamentário dos próximos anos.