O Ibovespa registrou alta de 4,09% em fevereiro, embora o último dia do mês tenha apresentado baixa de 1,16%. O índice encerrou o período em 188.787 pontos.
A Elos Ayta observou que o índice renovou recordes nominais em 13 ocasiões no ano, sendo oito em janeiro e cinco em fevereiro. Além disso, 27 dos 34 índices da B3 atingiram máximas históricas.
Fatores de influência
O desempenho positivo do mês foi influenciado pela desvalorização do dólar, fluxo estrangeiro e queda dos juros globais. A volatilidade foi marcada por políticas comerciais dos EUA, tensões geopolíticas e sensibilidade à curva americana e à agenda doméstica.
A Suprema Corte dos EUA derrubou tarifas impostas por Trump no fim do mês. Após o anúncio de novas tarifas globais por Trump, o Brasil se mostrou beneficiado.
O dólar atingiu a menor cotação em 21 meses, impulsionando a entrada de fluxo estrangeiro para países emergentes, o que favoreceu o Brasil. Até 25 de fevereiro, investidores estrangeiros acumularam saldo líquido de R$ 41,73 bilhões.
Desempenho por setor
O Ibovespa rompeu níveis acima de 190 mil pontos, com alta de bancos, consumo e setores sensíveis a juros. Na máxima do mês, o índice atingiu 192.624 pontos.
O capital estrangeiro direcionou investimentos, principalmente, para as chamadas “blue chips”, ações de maior liquidez na bolsa, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e instituições financeiras.
O Itaú BBA indicou que o Ibovespa está em tendência de alta e tem como próximo objetivo os 200 mil pontos. O próximo objetivo de médio prazo está na região dos 250.000 pontos.
O índice possui suporte inicial em 188.500 pontos. Se perder essa região, o índice encontrará suportes em 183.000 e 180.000 pontos.
O UBS WM aponta que, na América Latina, permanece otimista em relação às ações brasileiras, apoiado por avaliações atrativas e um cenário macroeconômico favorável.
A previsão de cortes nas taxas de juros deve aliviar as condições financeiras e favorecer uma rotação de títulos para ações.