A Ibiuna Investimentos reduziu a exposição a risco na estratégia macro em março de 2026, conforme comunicado pela gestora.
A decisão, informada pelos ex-diretores do Banco Central Rodrigo Azevedo e Mário Torós, foi tomada em meio à expectativa de maior definição do cenário internacional, principalmente devido às tensões envolvendo o Irã.
Contexto do Mercado
Nos dois primeiros meses de 2026, houve aumento da incerteza econômica e geopolítica, com forte desempenho de ativos de risco e baixa volatilidade. A Ibiuna Hedge, em carta mensal, mencionou que o cenário do Oriente Médio pode alterar essa situação.
A gestora aponta que uma alta nos preços de energia pode levar à inflação e menor crescimento. Uma crise prolongada poderia mudar o cenário.
A aversão a risco pode aumentar, fortalecendo o dólar e impactando negativamente os ativos que se beneficiaram do rali deste ano, segundo a gestora.
A Ibiuna trabalha com a hipótese de impacto temporário no petróleo. A gestora acompanha os eventos para ajustar o cenário central.
No Brasil, a gestora alerta que o aumento da aversão a risco pode afetar o ambiente doméstico.
No início de março, a Ibiuna manteve posições aplicadas em juros no Brasil e em emergentes selecionados, diminuiu a exposição comprada em bolsa brasileira e em emergentes, carrega ouro e mantém pequena posição em petróleo.
Em fevereiro, o Ibiuna Hedge rendeu 1,53%, ou 153% do CDI. O destaque veio do livro de moedas, com posição vendida em dólar contra emergentes, enquanto as estratégias de ações foram o principal detrator.