Em outubro, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, anunciou que deixaria de comandar os negócios comerciais da empresa para focar em inteligência artificial (IA). A decisão sinaliza a importância da IA para o sucesso das empresas, o que pode levar a mudanças nas lideranças.
A influência da IA nos CEOs
A consultoria Russell Reynolds aponta que o tempo médio global no cargo de CEO caiu para 7,2 anos, inferior aos 8,4 anos registrados em 2021 e 2023. A consultoria acredita que os conselhos estão monitorando a eficácia dos CEOs e sua capacidade de se adaptar às mudanças impulsionadas pela IA. Diante disso, os conselhos podem agir mais rapidamente quando o desempenho não atende às expectativas.
Observadores do setor esperam que a próxima geração de CEOs seja mais jovem, com experiência em IA. A familiaridade com a IA e a compreensão de como ela pode impulsionar as empresas são qualidades importantes, segundo executivos.
Empresas como Walmart e Target destacaram a familiaridade de seus novos CEOs com a IA. A Delta Air Lines lançou um assistente de viagens com IA generativa, e a United Airlines afirmou que está investindo em IA. A FactSet informou que, na temporada mais recente de divulgação de resultados trimestrais, a palavra “IA” foi citada em 306 teleconferências de resultados realizadas por empresas do S&P 500.
Apesar disso, CEOs mais experientes podem prosperar, desde que demonstrem curiosidade intelectual e adaptabilidade.
A complexidade de identificar onde a IA pode gerar impacto levou ao aumento de empresas que optam por arranjos de co-CEOs, de acordo com Christine Barton, diretora-executiva do Boston Consulting Group.
Jeff Clavier, cofundador da Uncork Capital, diz que os CEOs de startups de seu portfólio precisam imaginar como seria a versão de sua empresa habilitada por IA. A capacidade de aceitar mudanças rápidas é crucial na era da IA.