Em Nuuk, capital da Groenlândia, moradores discutem planos de fuga em resposta a possíveis ações dos Estados Unidos. A ilha autônoma dinamarquesa é alvo de interesse do presidente americano Donald Trump.
Ulrikke Andersen, profissional do setor de aluguel por temporada, relata a possibilidade de uma guerra e compartilha suas reflexões. Ela confessa viver em paz há 40 anos na região.
Planos de Saída
Ulrikke considera dois “planos de saída”. Em caso de tomada de controle gradual pelos Estados Unidos, ela e sua família voarão para a Dinamarca. Em caso de invasão militar repentina, fugirão de barco para uma cabana ao longo do fiorde.
As únicas rotas de fuga para os 20 mil habitantes de Nuuk são avião e mar.
Em um dos cenários, Ulrikke e sua família planejam chegar a uma fazenda no sul da ilha, após o esgotamento dos suprimentos.
Aos pais de Ulrikke, que vivem no andar de cima, foi informada a decisão de não fazer parte da jornada.
A empresária Inger Olsvig Brandt, de 62 anos, declara que permanecerá na Groenlândia e tentará ajudar o país.
A estudante Nuunu Binzer menciona que pensa em locais para se esconder e quais remédios estocar.
A televisão na sala de Ulrikke mostra imagens de Donald Trump.
A população da Groenlândia não recebeu guias de preparação para crises.
Os supermercados continuam abastecidos.
A Groenlândia é um território coberto por 81% de gelo.
Ulrikke disse que seria difícil para seus pais e que enfraqueceria o grupo.
A prioridade na cultura inuíte é a sobrevivência.
A Groenlândia é cobiçada pelo presidente americano Donald Trump.
A decisão de Ulrikke Andersen é resultado de uma reflexão.