A Argentina foi palco da quarta greve geral durante o governo de Javier Milei em 19 de fevereiro de 2026. A paralisação, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), ocorreu em resposta à reforma trabalhista que estava em debate na Câmara dos Deputados.
A greve, que teve início à meia-noite, ocorreu no mesmo dia da discussão do projeto na Câmara, após aprovação no Senado na semana anterior.
Impacto da greve
A Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, afetando aproximadamente 31 mil passageiros e gerando um impacto econômico estimado em US$ 3 milhões. No Brasil, 62 voos foram suspensos nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo.
Além dos aeroportos, trens e metrôs foram paralisados, bancos foram fechados e houve redução na atividade comercial e produtiva. Jogos da Liga Profissional de Futebol também foram suspensos.
Reforma trabalhista em discussão
O projeto em discussão prevê redução de indenizações, flexibilização de regras de contratação, mudanças no sistema de férias, possibilidade de pagamento de salários em moeda estrangeira, extensão da jornada padrão de oito para 12 horas e limitação do direito de greve.
A CGT estima que cerca de 90% das atividades foram paralisadas. A estratégia foi esvaziar os principais centros urbanos, com adesão inicial dos sindicatos de transporte de passageiros, trabalhadores portuários, bancários, do comércio e do setor público. Ao todo, 13 sindicatos participam do movimento.
A Câmara dos Deputados segue debatendo o projeto, que, se aprovado, retornará ao Senado para sanção.


