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Governo Lula resiste a socorro financeiro ao BRB após perdas com Banco Master

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resiste à possibilidade de oferecer ajuda financeira ao BRB, banco estatal sob controle do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em meio a perdas relacionadas ao Banco Master.

Fontes com conhecimento do assunto indicam que o governo federal monitora a situação, mas demonstra pouca disposição para intervir no momento.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não foram autorizados pelo Ministério da Fazenda a participar de negociações ou analisar os números do BRB, segundo fontes. O Ministério da Fazenda e a Caixa não se pronunciaram sobre o assunto. O Banco do Brasil optou por não comentar.

Contexto Político

A resistência do governo ocorre em um período de tensões políticas antes das eleições presidenciais de outubro. O governador Ibaneis Rocha, que controla o BRB, é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O BRB é um dos poucos bancos estaduais remanescentes após privatizações ocorridas nos anos 1990. Apesar de não ser um dos maiores bancos do país, o BRB é a maior instituição financeira a enfrentar dificuldades após exposição ao Banco Master.

Em 2024, o Master vendeu carteiras de crédito ao BRB em operações que somaram quase R$ 13 bilhões. Com o colapso do Master, o BRB registrou um déficit de capital estimado em R$ 5 bilhões, relacionado a essas operações, segundo o diretor de Supervisão do Banco Central, Ailton de Aquino.

Medidas e Prazos

O governo do Distrito Federal propôs transferir ativos públicos ao BRB e buscou autorização para elevar o capital do banco em até R$ 8,9 bilhões. Uma assembleia extraordinária de acionistas está marcada para 18 de março para deliberar sobre o aumento de capital.

O BRB tem até 31 de março para solucionar o déficit, sob risco de sofrer restrições operacionais. Representantes do BRB não responderam aos pedidos de comentário.

Integrantes do governo federal, incluindo a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se manifestaram contra a possibilidade de ajuda federal. Ela afirmou que o governo federal não tem responsabilidade pelas operações do BRB com o Banco Master.

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