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Goldman Sachs: ações exibem sinais da crise de 2008, alerta estrategista

O estrategista-chefe global de ações do Goldman Sachs, Peter Oppenheimer, emitiu um alerta sobre o mercado acionário. Segundo Oppenheimer, as ações apresentam características semelhantes às observadas antes da Crise Financeira Global de 2008. A informação foi divulgada em uma nota de pesquisa publicada em 4 de março de 2026.

Oppenheimer observou que os prêmios de risco das ações, que medem o retorno extra exigido por investidores para possuir ações em vez de ativos mais seguros, voltaram aos níveis da época da crise de 2008. Ele indicou que isso pode tornar as ações mais vulneráveis a decepções ou choques.

Avaliações Elevadas

O estrategista apontou que as avaliações das ações estão elevadas em todas as regiões do mundo, ultrapassando suas médias históricas de longo prazo. Oppenheimer previu, desde 2024, que as ações americanas estavam se tornando caras demais, recomendando a diversificação internacional.

Em novembro de 2025, Oppenheimer previu que o S&P 500 entregaria apenas 6,5% de retorno anual, enquanto os mercados emergentes liderariam com retornos de quase 11% ao ano. Ele também mencionou a inteligência artificial como um possível risco de bolha.

Oppenheimer, junto com os colegas Sharon Bell, Guillaume Jaisson e Giovanni Ferrannini, classificou a combinação atual de incerteza geopolítica e ansiedade do mercado em relação à inteligência artificial como um “vento contrário significativo para os ativos de risco no curto prazo”.

Setores em Destaque

Oppenheimer destacou que as ações cíclicas, sensíveis às oscilações da economia, superaram os setores defensivos no último ano. As ações cíclicas agora são negociadas com avaliação semelhante às defensivas. Ele também notou uma reversão no desempenho das ações de tecnologia nos últimos 50 anos.

O estrategista observou que as ações industriais dos EUA passaram a valer mais em termos de preço/lucro do que as companhias de tecnologia. Economistas do Goldman projetam crescimento de 2,8% do PIB dos Estados Unidos em 2026, e as estimativas de lucros globais aumentaram desde janeiro.

Oppenheimer recomendou que os investidores mantenham diversificação geográfica, setorial e de fatores, estratégia que ele defende há mais de um ano.

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